Onde eu estive nesse último ano?

Sério, eu fui olhar meu blog e fiquei assustada quando me dei conta que minha última postagem tem quase 1 ano.  Inacreditável como o tempo voa sem que a gente se dê conta . Nesse último ano tanta coisa legal  aconteceu + o de sempre : trabalho, faculdade, novos amigos, novas descobertas e muitos filmes assistidos!!!  Pensando bem, acho que passei o último ano entre trabalho e cinema rs.

Por falar em cinema, todo mundo me pergunta sobre isso: como eu vou ao cinema, se eu entendo bem, se tem legenda, se é caro etc . Então, eu vou sempre no Cineworld ( acho que vou pedir patrocínio pro blog 😉 ) Eu tenho uma carteirinha desde que cheguei aqui, há quase 3 anos , Unlimited card e  pago €22,40 por mês e assisto a hora que eu quiser, quantas vezes quiser, sem limites. Quer programa melhor?  Eu adoro ir ao cinema, além de treinar o “ouvido” , se tivermos sorte ainda treinamos a leitura – pois é,  as vezes damos sorte e pegamos uma sessão com legenda ( ah, e legendas em inglês claro, para deficientes auditivos ) ,nada de  filmes ou legendas em português por aqui, às vezes me perguntam sobre isso também.

Acho essa carteirinha super válida pelos benefícios que ela te dá em relação ao idioma e descontos na bomboniere e alguns restaurantes por aqui. Ah, se for ao cinema  não deixe de experimentar a bebida chamada Tango, sou viciada nela.

Vou deixar um código para você fazer a sua carteirinha ( RAF-81MJ-47VL-66AK-70KS), usando esse código, ambos ganharemos descontos, bom né?  Quem sabe a gente não se esbarra por lá?  Por falar nisso, eu já fiz amizades com brasileiros que se sentaram ao nosso lado em Os vingadores, Guerra infinita ,  Jaqueline e Rafael , na primeira vez que fui na sala 4DX  e foi legal pra caramba.

 

Código pro desconto:  Your Unlimited ‘Recommend a Friend’ promo code is RAF-81MJ-47VL-66AK-70KS.

Até a próxima!!

Cheers !

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Knackers

Um problema que incomoda…

Quem vive em Dublin sabe ou já ouviu falar do grupinho de adolescentes chamados de “Knackers”. Não encontrei definição para essa expressão no dicionário, mas é assim que eles são conhecidos e estão por todo lado, principalmente em Dublin e advinha só quem são os alvos preferidos deles ? Pois é, somos nós, os estrangeiros. 

Eles gostam de tocar o terror zoando as pessoas pela rua, com intuito de intimidá-las e quando você os enfrenta, aparece uma dúzia deles e geralmente agem com covardia porque não basta mais a gritaria e os xingamentos.

Eles não estão nem aí pra nada, vivem pelas ruas pedindo dinheiro ou cigarros independente da idade que tenham. É fácil identificá-los pois eles falam aos berros com o um sotaque “nasalado” irritante e se vestem quase todos que da mesma forma : roupas  de moletom cinza ou azul e tênis branco.

Beneficiários do governo, recebem uma bolsa na casa dos 1000 euros e não trabalham , ficam pela rua enchendo o saco das pessoas.  Várias vezes presenciei eles implicando , intimidando e atacando pessoas pela rua – arremessando ovos, objetos ou até mesmo  partindo pra cima –  não importa, o lance deles é perturbar e agir com covardia.

Sempre que me deparo com eles, procuro desviar deles, mudar de caminho , qualquer coisa pra não ter que cruzar por eles porque eles nunca estão sozinhos ( ainda que pareça que sim)  e sempre vai ter uma treta. E agora no período de férias está pior com crianças pela rua tacando bola de lama nas pessoas, roubando bolsas etc.

Ontem estava no ônibus  e um grupo de 3 meninas começaram a chutar o banco da frente , mexer no cabelo dos passageiros desse banco e as pessoas se limitam apenas a trocar de lugar sem falar nada porque eles são protegidos 99% das vezes pelas autoridades que não fazem nada. O máximo de penalidade que eles enfrentariam seria uma multa na faixa dos 300 euros.  Tem hora que dá vontade de partir pra cima deles, mas não é tão simples. E ai de quem tocar neles, vai se dar mal se for pego.  

Se for pego 😉

 

Dublin hoje cedo.

 

 

 

“No pets allowed”

Quem tem um pet em casa sabe como essa frase pesa na nossa vida aqui na Irlanda. Sabemos que é mais difícil do que se imagina arrumar casas ou apartamentos que aceitem nossos bichinhos e quando encontramos, geralmente os aluguéis são bem mais caros.

Depois de muita procura, conversa com imobiliária, depósito extra, conseguimos um apartamento (duas semanas depois de chegar na Irlanda e um mês antes da Jujuba e Lola virem pra cá).

Um ano e meio depois, recebemos uma reclamação da administradora relatando que algum vizinho reclamou do latido, dizendo que perturbava a paz. Estranhamos, pois ela não late o dia todo. Instalamos cameras em casa e aconpanhamos o dia dia dela quando estamos ausentes (porque quando estamos em casa ela não late em momento algum) e notamos que ela late quando alguém passa na nossa porta mas é uma coisa normal pra um cão que está guardando a casa e não dura o dia todo.

Depois de uma conversa, foi combinado que se ela parasse de latir poderíamos mantê-la conosco. Ah, esqueci de mencionar que nessa reclamação eles exigiam que ” o animal fosse removido”. Partes da família não são removidos.

Enfim, a fim de sanar o problema, compramos um anti-barking e isso nos ajudou muito. Os dois primeiros dias a Jujuba latiu, mas quando o sensor era ativado ela parava na mesma hora de latir.

Compramos uma coleira também mas não chegamos a usar pois a “casinha” resolveu o problema por si só.

Ambos os produtos você encontra na Amazon e eu resolvi compartilhar minha experiência pois imagino que possa ajudar outras pessoas com um problema semelhante.

Até a próxima pessoal!

Fui no Brasil e…

Quando fiz a postagem de um ano na Irlanda, eu estava com tanta saudade de “casa” que eu tinha certeza que aqui não era o meu lugar. Não que eu já esteja me vendo “envelhecer” na Irlanda, mas depois da minha ida ao Brasil, alguns sentimentos foram mudando e eu estou me sentindo mais confortável  e feliz em estar aqui.

Sei que muitas coisas por aqui não funcionam como deveria, que o clima (quase sempre) dá nos nervos, que os “knackers” enchem o saco de vez em quando ( ou seria sempre ?) mas ter o direto de ir e vir preservado, faz toda diferença – principalmente quando se tem filhos adolescentes  –   que é o meu caso.

Ah, e como disse o meu amigo Athila S. no comentário da minha matéria de  Um ano na Irlanda:  ” aqui tem o burgão, os churrascos e os amigos”  e isso faz tudo ficar bem mais  fácil e feliz!

Então eu posso dizer que fui ao Brasil  e descobri que quero ficar por aqui mais um pouco 🙂

 

Um ano de Irlanda.

Essa semana completaremos um ano na Irlanda e eu parei para pensar um pouco sobre tudo que aconteceu, sobre estar certa ou não a respeito da nossa escolha , sobre como me sinto a respeito de morar fora.

Claro que muita coisa mudou na minha vida em um ano. Largar tudo pra trás : histórias, objetos, costumes, família, amigos  –  não foi uma tarefa fácil.  Não foi tão simples “resetar” a minha vida. Mergulhar numa outra cultura, outro país, outro idioma, clima… uma infinidade de detalhes tão diferentes do que eu tinha,  foi  –  e continua sendo  –  muito difícil pra mim.  Morar fora é uma decisão muito pessoal ( já abordei esse tema aqui anteriormente : http://bit.ly/2icyO34 ), que depende muito do que você deseja. Tenho amigos que vieram pela facilidade de viajar pela Europa, outros para fazer intercâmbio e adquirir experiência , outros para fugir da crise no Brasil, outros pela segurança e qualidade de vida ( que foi o meu caso) e por aí vai. Seja lá qual for seu motivo, cada um sabe o peso disso e o quanto pode aguentar.

Várias vezes eu já me vi colocando meus objetivos e expectativas na balança para me incentivar a ficar , porque eu confesso , não é tão  fácil pra mim viver por aqui. Sinto falta daquele sol quentinho no rosto, dos almoços de domingo na casa da minha melhor amiga, das idas à Serra visitar a família , dos cafés da tarde na amiga-vizinha, de contas em débito automático, dos depósitos com recibos, dos ralos no banheiro e na cozinha ( curioso? acesse: http://bit.ly/2viMej3) , de tomar banho a hora que quiser sem ter que esperar a água esquentar, da tv no meu idioma, de caminhar na beira da praia, dos médicos e da facilidade para fazer exames, dentre outros detalhes que pra mim, fazem toda diferença.

A Irlanda é bastante  segura, a qualidade de vida é ótima, tem  “unlimited card cineworld” ( que pra mim é o melhor de Dublin), tem reunião de brazucas , supermercado em geral é barato, chocolates gostosos e baratos, cerveja deliciosa, chuva e vento do kct ( essa combinação não permite o uso de sombrinhas) , tem a Penney’s ( paraíso para compras de roupas e tudo mais a um preço bem baixo), tem os europeus que gostam de passar dias sem banhos e que pedem desculpas por qualquer coisa, gritam no seu ouvido dentro do ônibus, te atendem mal nas lojas, tem a chuva , as contas chegam há cada dois meses (tem que torcer pra chegar se não voce se ferra), o simples fato de você ter uma TV te obrigada a pagar uma licença de 160 euros/ano (usando a tv ou não ), o ônibus param de circular às 23:30h, as lojas fecham às 18h , já falei da chuva??  – entre outras coisas.

Eu não vim com a intenção de viver “pra sempre” , a Irlanda é linda demais. Repleta de paisagens lindíssimas, apaixonante em vários aspectos – mas ela não é o meu lugar.

Um decisão é sempre tomada com o coração cheio de expectativas, cheio de esperanças em dias melhores.  Claro que às vezes a gente acaba decidindo errado e isso não é de todo o ruim porque ganhamos em aprendizado e amadurecimento.  Às vezes temos medo de tomar uma decisão e acabamos nos arrependendo. Eu prefiro colecionar aprendizados do que arrependimentos em não ter feito nada.

Seja qual for o meu destino no futuro, a Irlanda já  terá valido a pena pelas amizades que fiz aqui, pelo presente cultural que recebemos ao viver aqui , pelo aprendizado de vida, de idioma  e pelo fortalecimento de relações.

Esse post vai com a imagem do meu primeiro café em terras Irlandesas, o bolo de cenoura. Ficou curioso? Acesse :  http://bit.ly/2fsviRv

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Carrot cake

 

Cheers !

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Saúde na Irlanda.

Ultimamente eu tenho recebido alguns contatos querendo informaçōes de como as coisas funcionam por aqui em relação à saúde e esse é um assunto que deixa alguns brasileiros bem incomodados por aqui.

Particularmente, acho a saúde bem precária por aqui.  Se no Brasil você tem um plano de saúde, quando chega aqui fica chocado com o sistema de saúde irlandês, assim como eu fiquei. Aqui não existe saúde pública como a nossa (com exceção de quem tem o medical card – cidadãos europeus que se encaixem em algumas exigências, aposentados e crianças até os 6 anos de idade).

Agora começa a “treta” :  quando você precisa de atendimento, a primeira coisa a se fazer é marcar uma consulta com um GP – General Practitioner (o Clínico Geral), que geralmente cobra algo entre €50 e €70 .  Aí se o seu problema requer um profssional especializado, é ele que encaminha você para o especialista ( ele vai perguntar se você quer ir pelo sistema público ou privado). Se optar pelo público, a espera pode ser  bem longa  – estamos falando de meses – bem similar ao SUS. Claro que se for privado isso será bem mais rápido. Se o atendimento for urgente, você pode ir direto a um hospital , que geralmente cobra uma taxa de €100 ( que inclui exames caso você precise fazer).

Vale lembrar que se você passar primeiro pelo GP e ele te encaminhar ao hospital, você não paga a taxa de urgência (€100 ), paga apenas a consulta do GP.

Tem também a opção do seguro saúde, que são bem diferentes do nosso plano de saúde no Brasil e nem todos cobrem consultas com o GP , no máximo um reembolso parcial .

Esse seguro privado seria como um convênio médico ( semelhante aos planos de saúde) e ele garante uma cobertura mais ampla do que o Governamental.  Como eu moro aqui, acabei fazendo mas sinceramente não sei se valhe a pena. Por exemplo: exames, consultas, internação e alguns outros procedimentos são cobertos por esta modalidade.

Quanto custa: Em média, € 850
Validade: 1 ano
Onde comprar: Laya HealthcareVHI Health InsuranceAviva ou Glohealth
 

Serviços de emergência em Dublin:

Caso você precise de uma ambulância ou atendimento de emergência ligue: 999 ou 112.

Hospitais públicos de Dublin (localizados na região central)

Rotunda Maternity Hospital – Dublin 1

St. Joseph’s Hospital – Raheny, Dublin 5

Mater Misericordiae University Hospital – Dublin 7

St. James Hospital – Rialto, Dublin 8

Beaumount Hospital – Dublin 9

“Not to bad”

Vira e mexe alguém que está no Brasil me manda mensagem perguntando como está a vida aqui, se já me adaptei, se estou feliz etc etc.  Sinceramente, fico sem saber seu que responder  às vezes.

Não é tão fácil quanto parece, nem como nos filmes que as pessoas estão felizes e sorridentes o tempo todo.São muitos problemas a serem enfrentados todos os dias!

Por falar em problemas…

Sei que a saúde pública  no Brasil é uma merda e muitas vezes os planos de saúde também são (como eu sinto falta do meu plano de saúde!), mas experimenta precisar de médico na Irlanda pra ver como é complicado. Se você estiver passando mal você vai ao GP (nosso clínico geral do Brasil) e paga na faixa de 50€ a consulta. Se ele achar necessário vai te encaminhar  para o hospital ou para um médico específico e se achar necessário também pedirá algum exame (não sei quanto tempo demora).  Fazer exames de rotinas aqui, check-up só porque você tem o hábito de fazer, esquece! O sistema de saúde deles é bem estranho.

Essa complicação se estende a compra de remédios. Basicamente, a maioria deles precisa de receita do GP (aquele que você paga 50€).

Tem também o fuso horário e a correria que quando você se dá conta passou o dia ou vários dias e você não falou com a família/amigos no Brasil como deveria. Aí vem a sensação de abandono 🙁😕

Sério! Tem hora que me surpreendo com a passagem a jato do tempo, parece que você não fez nada mas só eu sei o quanto de coisas eu fiz em um dia.

Estudar ocupa quase meu dia todo e por falar em estudos, as escolas estão me tirando do sério com sua falta de discernimento, intolerância zero para atrasos. Me irrita ver um colega que perdeu o ônibus ou teve um imprevisto e se atrasou, não poder assistir a aula por alguns minutos de atraso (antes havia uma tolerância de 5 minutos de atraso).  Sei que normas são normas, mas se informe sobre o que pode e oque não pode na escola que você vai escolher porque por mais que você seja pontual, uma hora acontece um imprevisto e você vai ficar puto com essa regra porque  a maioria dos estudantes são  intercâmbistas e precisam comprovar presença. Pesquise sobre a escola quando decidir fazer seu intercâmbio.

Quando pergunto a algum irish como ele está, seja no mercado ou alguma loja  e me  respondem “Not to bad’ no começo eu achava super estranho mas hoje entendo porque me sinto assim na maioria das vezes … Você não tá bem mas também não está tão mal.

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Dublin hoje.

De graça é melhor!

Toda primeira quarta-feira do mês, é possível visitar galerias, museus, castelos,  monumentos históricos e parques, que estão abertos para visitação gratuita aqui na Irlanda. Que tal conhecer alguns lugares nessa quarta?

No mës passado eu conheci o Dublin Castle, que já é lindo por fora e o interior cheio de histórias e super bem conservado.

 

Curtiu? Vai lá nessa quarta e aproveite ! Ele fica na Dame St, Dublin 2

Cheers! trevo_3_folhas_simbolo_da_irlanda

Living abroad is not as easy as it seems.

Unfortunately it is not just happy experiences that one person faces, and that’s why I’m here now.I just had a really bad experience. I was on my way home on Dublin’s main street and somebody threw an egg in my face. I do not know where it came from or how it was. It was too fast and too painful. The first reaction was to scream because I felt frightened and it was really painful ( the egg hit my eye) and I cried until I had nothing to cry about.

It happened half an hour ago and It is still hard to say how I feel right now. I felt a mix of anger with disappointment …Living in another country is not living on vacation. Life is hard and prejudice against foreigners exists and actions like these are true examples

  • Be patient I’m still learning english.

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Collaborator:   Flavia Paci 🙂  Thank you 🙂