Visita ao imóvel ou tour guiado?

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É impressionante a quantidade de pessoas que vão ver uma casa ao mesmo tempo. Parece mais um tour guiado do que uma visita, isso quando você tem sorte do landlord ou corretor responder as mensagens de solicitação para agendar uma visita ao imóvel (daft.ie). Sério, salvamos mais de 80 anúncios, tivemos resposta de uns 20.

Quando você consegue agendar – no horário que ELES querem – você chega todo cheio de esperança e começa a chegar gente de tudo quanto é lado, todos para ver a mesma casa e nisso a visita é uma correria só.  O corretor parece que engoliu um vitrola e quer falar tudo em menos de 5 minutos, mostra a casa correndo e já te despacha com uma cara de quem te fez o maior favor do mundo.

Abrir torneiras para ver se está funcionando, chuveiro e demais itens que geralmente a gente testa quando pensa em alugar – nem pense que  terá tempo de fazer isso! Você esta vendo um cômodo e quando pensa em sacar o celular para tirar uma foto já estão entrando mais de 20 no mesmo cômodo. Surreal.

Passada essa maratona de “olhar” o imóvel, caso você tenha gostado do que conseguiu ver, começa a correria para enviar ficha, se tiver sorte e for aprovado, tem que fazer o depósito de um ou dois meses do aluguel, vai depender do seu landlord (venha preparado para essa despesa). Ah, vale lembrar da taxa de 300 euros para colocar a energia elétrica no seu nome e nem pense em deixar de fazer isso para economizar, porque o landlord corta sua eletricidade !

A nossa maior dificuldade foi encontrar uma casa que aceitasse animais de estimação, quando aceita o cachorro, não aceitava gato e vice versa. Depois de visitar uns 20 imóveis, ufa, conseguimos um! Não é uma tarefa fácil, mas não é impossível.

 

 

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Onde fica o ralo? #choquecultural

Foi a primeira pergunta que eu fiz quando nos mudamos para o nosso apartamento.Parece bobeira, mas esse simples detalhe me irrita todos os dias.

Mudar para outro país é um choque cultural muito grande. Quando chegamos, tudo é novidade, tudo é lindo e nada parece ser ruim… E na verdade nem é, mas aos poucos você percebe que está um pouco perdido e que  os detalhes, fazem sim toda diferença. A sensação agradável de chegada, de vida nova aos poucos vai dando lugar ao medo de não se adaptar, até mesmo de ter feito a escolha errada. Principalmente pelo idioma que faz você se sentir um pouco mais perdida quando você não domina ou nem fala, que é o meu caso.

Eu sei que vou ter muito mais trabalho para lavar o banheiro/cozinha (se eu não me render aos sprays mágicos  que limpa o que eu precisar, sem trabalho algum), simplesmente porque não existe ralo no banheiro ou na cozinha e toda água que eu jogar no chão eu vou ter que secar…mas pera aí, não existe tanque também! Ferrou né? pois é…

O meu cabelo (que já não gostava nem um pouco de mim) nunca mais ficará arrumado a partir do momento que eu colocar o pé na rua e o guarda-chuva virou um acessório tão importante quanto o celular.

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Sacolinhas de plástico não me pertecem mais ( ou leva a ecobag ou carrega na mão) e as vassouras, ah, que saudades de você! #teodeiomop

Os alarmes de incêndio vão disparar sempre que você cismar de cozinhar sem ligar o exaustor e eles disparam mesmo, porque eu sempre ligo e ainda assim consigo essa proeza ( duas vezes em um mês), sorte minha isso ter acontecido na hora que meu marido estava em casa para desarmar e não vir bombeiros, a multa é salgada!

Um fato curioso : o interruptor para acender a luz do banheiro fica do lado de fora do banheiro e lá dentro não existem tomadas (estranho né?) .

Medo faz parte, insegurança também e aos poucos tudo isso vai de dissipando. Sei que minha aventura está só começando e vai dar tudo certo !

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Irish breakfast

Fiquei surpresa ao me deparar com o café da manhã do hotel.  Eu sabia que seria diferente do Brasil e tal, mas daí a ter feijão branco com molho de tomate no café da manhã é outra coisa.
Breakfast : frutas, pães , salame, batata, tomate refogado,lingüiça, salsicha, queijo, algumas coisas que até hoje não descobri o que é, sucos, chás, águas detox, cafe, leite, manteiga, geléia, nozes, banana desidratada, morcilha (chouriço), cogumelos assados, bacon (muito bacon) , iogurte , aveia, mingau de aveia, pães doces (amei um folheado com passas) e claro , o famoso feijão!  Prepare o estômago e saboreie!!!

Ah, e esquece achocolatado, não tem 😦

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The Famine In Ireland

Uma das primeiras coisas que vi em Dublin foram essas esculturas. Fiquei curiosa e fui pesquisar sobre elas. Depois que vi do que se tratava, voltei lá e tirei essas fotos. 😦

Essas esculturas em Dublin  são em homenagem às vítimas da Grande Fome de 1845–1849 na Irlanda.

A Grande fome de 1845–1849 na Irlanda foi um período de fome,doenças e emigração em massa entre 1845 e uma data variável entre 1849 e 1852, em que a população da Irlanda se reduziu entre 20 e 25 por cento. A fome provocou a morte a cerca de um milhão de pessoas e forçou mais de um milhão a emigrar da ilha. A causa mais próxima da fome foi uma doença provocada pelo  oomiceto, que contaminou em larguíssima escala as batatas em toda a Europa durante a década de 1840. Apesar de a Europa inteira ter sido atingida, um terço de toda a população da Irlanda dependia unicamente de batatas para sobreviver, e o problema foi exacerbado por vários fatores ligados à situação política, social e econômica que ainda são matéria de debate na comunidade acadêmica. A fome foi um choque social na história da Irlanda: os efeitos alteraram para sempre o plano demográfico, político e cultural irlandês. Entrou para a memória popular, sendo desde então um dos pontos mais lembrados pelos movimentos nacionalistas irlandeses. A história da Irlanda geralmente é dividida entre os períodos “pré-fome” e “pós-fome”. A grande fome é também recordada como a maior catástrofe demográfica a atingir a Europa entre a Guerra dos Trinta Anos e a Primeira Guerra Mundial .

Desembarcando na Ilha da Esmeralda

Depois de 12 horas de vôo, enfim, chegamos na Irlanda.

Para minha grande surpresa, a polícia da imigração começou a fiscalização ainda dentro do avião.  Sai do avião, pensando “ufa ! Foi tranquilo.” Que nada! Fomos para a imigração novamente e depois de sermos sabatinadas , fomos liberadas. Sorte minha ter uma filha que fala inglês e respondeu tudo numa boa. Se dependesse de mim, teríamos voltado no mesmo avião hahaha

Deixamos nossas coisas no hotel e fomos ao centro da cidade almoçar e colocar um chip no meu celular.  Fiz meu primeiro registro da cidade :

 

A primeira impressão  de Dublin foi boa, tudo muito bonitinho e muito organizado. Observei que as pessoas falam “sorry”pra tudo, que é preciso ter  atenção redobrada ao atravessar as ruas porque vem carro de tudo quanto é lado e num primeiro momento, você fica perdida!

Claro, primeiro dia na Irlanda não tem como não experimentar a Guinness. Sim, ela é gostosa demais 🙂

Agora a ficha caiu.  #vivendoemdublin

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Curiosidade sobre a Guinness : Cerveja preta criada em 1759 por Arthur Guinness. Enraizada na cultura irlandesa, a bebida mais popular na Irlanda. Dependendo do local, o preço pode variar de 5,00 a 6,50 euros. Mas não deixe de experimentar !

 

Primeiro desafio:vender minhas coisas e arrumar as malas!

Quando meu marido recebeu a proposta de trabalho na Irlanda e aceitou, eu tinha acabado de passar por uma abdominoplastia em âncora  – ou seja, eu estava totalmente ferrada e impossibilitada de fazer qualquer coisa –  e tinha uma lista enorme de coisas para fazer até a nossa ida : vender meus móveis e tudo mais que houvesse pela frente, preparar meus animais para a viagem (em breve farei uma postagem só sobre isso porque é um processo bem chatinho), separar itens para serem doados, organizar a vida no Brasil em termos de burocracia (procurações), arrumar as malas.

Tive sorte de vender minhas coisas “grandes”para amigos próximos, itens pequenos fui anunciando na OLX e era um entra e sai na minha casa que você nem imagina! Meu marido dizia que por pouco eu não vendia ele… isso tudo sem poder andar, pegar uma sacola sequer. Alguns amigos ajudaram muito nesse processo.  Aos poucos o apartamento foi ficando vazio e o que sobrou, doei tudo.

Enfim, hora de arrumar as malas e aquele um milhão de dúvidas aparecem na minha mente: o que levar ? O que devo levar? O que não pode ir mesmo que eu queira que vá? Aiii muito difícil essa parte ! Como somos em três, eu teria direito a 6 malas de 32KG cada, mais 3 malas de mão de 12 kg, mas 3 mochilas de 5 kg. Sim, cada quilo faz diferença e no total eu poderia trazer 243 quilos.

Imaginar colocar toda sua vida dentro de uma mala é difícil, nós não temos mais nossos pais então, tudo que temos de valor  sentimental teria que vir com a gente. Minha filha teve direito a uma mala de “história”, ela poderia trazer 32 quilos de tudo que ela quisesse e achasse importante. Como morávamos no Rio, a maioria das nossas roupas eram de verão, isso reduziu muito a quantidade de roupas que íamos trazer e no final, até que veio bastante coisa. Vi alguns videos que ensinam a arrumar as malas de maneira funcional e isso facilitou muito a minha vida, eu enrolava as roupas, ia colocando nas malas e depois minha filha cuidava do resto. Curiosidade: sobrou espaço para alguns livros e fotografias, ( só de fotos, foram quase 2 quilos ).

Tudo pronto ! Jujuba ( nosso cãozinho ) querendo vir com a gente de qualquer jeito!